Acaba greve dos servidores de Florianópolis

24343747.jpgFoto: Divulgação / Sintrasem / Sintrasem

Paralisação já somava 30 dias e foi encerrada após votação dos trabalhadores na tarde desta sexta-feira

Depois de 30 dias de protesto, os servidores de Florianópolis votaram, na tarde desta sexta-feira, pelo encerramento da greve no serviço público, que afetou principalmente a Educação e a Saúde em Florianópolis. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), sindicato este que representa a categoria, as atividades já retornarão a partir de sábado (12). A greve foi inflamou quando a prefeitura anunciou e encaminhou para a Câmara Municipal o projeto de lei que criaria o programa Creche e Saúde Já, cujos respectivos serviços serão executados pela gestão privada de Organizações Sociais (OS).

Depois deste longo mês, a greve ganhou capítulos importantes durante esta última semana, como a assinatura de um termo de conciliação para terminar a greve dos servidores, a redução dos descontos do tempo parado e também da multa imposta ao sindicato da categoria. Só que, mesmo com o acordo do TJ-SC, na quinta-feira os trabalhadores votaram em assembléia para continuar o movimento informando que a prefeitura cortaria o ponto dos Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) e que acamparam em frente da prefeitura, trancando o trânsito de parte da Rua Tenente Silveira, no Centro da capital.

Desta vez a prefeitura se emitiu nota e disse que o assunto não foi pauta na reunião e que os contratos dos ACTs já terminariam em maio de qualquer maneira e que não teriam tempo hábil para repor as aulas. Mesmo assim em outra conversa na sexta-feira entre prefeitura, sindicato e Justiça, foi elaborado um despacho que tornava legal a continuidade dos 200 temporários que teriam contrato encerrado. No mesmo documento, o desembargador Hélio do Valle Pereira listou uma série de medidas em desfavor da entidade, caso a greve não termine nesta sexta-feira.

Se a greve não fosse encerrada, estava a autorização para que a Polícia Militar fizesse a desocupação do acampamento montado em frente à prefeitura, no Centro e o bloqueio de até R$ 3 milhões das contas do sindicato, valor referente à multa aplicada na entidade por descumprir a decisão judicial de retomar o trabalho. Além disso, também seriam interrompidos os repasses de recursos do Município ao Sintrasem.

Ainda seria reconhecids a legalidade dos descontos dos dias parados com a proibição do governo creditar qualquer valor na conta dos grevistas até nova deliberação. Haveria ainda, em caso de continuidade da greve, a autorização para que as faltas fossem válidas para encerrar os contratos temporários.

Todas essas questões, segundo o Sintrasem, foram discutidas em uma reunião e levadas aos servidores que fariam uma assembléia, que resultou no fim da greve. Em nota enviada após o encerramento do movimento o sindicato afirmou que, ao longo desses 30 dias, “Florianópolis criou um marco histórico contra as Organizações Sociais e a privatização” e “os trabalhadores demonstram mais uma vez a força da classe trabalhadora”. Por fim, garantiu que “debate das Organizações Sociais continuará presente com várias ações organizadas junto às comunidades e aos trabalhadores”.

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