Área de estética mantém crescimento de 10% mesmo em anos de crise 

Estética
Foto: Divulgação / Ricardo Macuco

O mercado de estética foi pouco atingido pela crise e manteve o mesmo ritmo de crescimento nos últimos anos.

O Brasil está em 3º lugar no ranking de consumo de produtos estéticos, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, movimentando mais de R$ 38 bilhões por ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

Em Santa Catarina, segundo o Ministério do Trabalho, o crescimento médio do setor é de 10% ao ano,  fator que faz a exigência por profissionais qualificados crescer na mesma proporção. Segundo a coordenadora do curso de estética e cosmética da FASC (Faculdade de Santa Catarina), Franciane Buch, o setor é praticamente “imune” a balanços na economia.  “Em tempos de fartura ou de escassez, a busca por beleza e bem-estar é constante entre homens e mulheres”, diz. Buch salienta que a procura pelo curso na faculdade que coordena aumentou 32% em relação a 2017.

Entre os fatores que contribuem para o excelente desempenho no setor estético destacam-se a ascensão da mulher no mercado de trabalho, o aumento da expectativa de vida, as novas tecnologias e a expansão do mercado consumidor masculino, fator que fez a maior rede de estética masculina do Brasil, a “manezinha” Barbearia Vip, crescer mais de 500%.  De 6 lojas passaram para 28 em menos de três anos e planejam fechar 2018 com 40 franquias abertas em sete estados.

As graduações em estética e cosmética têm ganhado espaço nas universidades e apontam para uma exigência do mercado: a necessidade de os profissionais dominarem técnicas específicas. A crescente no mercado mostra que a estética faz essa interface direta com a saúde. “Isso demanda conhecimento técnico e não somente habilidades motoras; a estética vai além do embelezamento físico”, finaliza Buch.

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