Escovar a História a Contrapelo

Escovar a história a contrapelo
Foto: Divulgação

O livro “Escovar a história a contrapelo”, editado pela Cultura e Barbárie Editora com o selo do Espaço Embarcação, foi organizado por Kamilla Nunes e Aline Natureza, e reúne ensaios textuais e visuais, todos escritos / criados durante o período eleitoral e pós-eleitoral, entre os dias 29 de outubro e 10 de novembro de 2018, por meio de uma rede afetiva e profissional.
“A história que a história não conta” – diz o samba-enredo da Mangueira para o Carnaval de 2019. Mas que carnaval? Qual alegoria? A “tradição dos oprimidos nos ensina que o ‘estado de exceção’ em que vivemos é na verdade regra geral. É preciso construir um conceito de história que corresponda a essa verdade. Nesse momento, perceberemos que nossa tarefa é originar um verdadeiro estado de exceção; com isso, nossa posição ficará mais forte na luta contra o fascismo”, disse Walter Benjamin nas suas teses sobre o conceito de história, e escovar a história a contrapelo foi a forma encontrada de não sucumbir à raiva, à desesperança, ao medo. O esforço foi o de reunir vozes, por vezes dissonantes, já que nem os mortos estarão em segurança se o inimigo vencer.
Do samba da Estação Primeira a Benjamin, o cercar-se de vozes que temem ser caladas. Se eles querem varrer nossa existência para baixo do tapete da história, o que propomos é varrer esse tapete a contrapelo, sacudir toda a poeira, até que eles se ,engasg,uem. Os processos coletivos são catalizadores, como um silêncio-nuvem de marimbondo, um zumbido crescente capaz de fazer eclodir infinitas possibilidades de chamas e insurgências.

Você pode saber mais em: Cultura e Barbárie

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