“Verme do Coração” é a nova preocupação no litoral

Verme do coração
Verme do coração
Foto: Divulgação

“Verme do Coração”, ou Dirofilariose, afeta os animais de estimação – cães e gatos – e especialistas alertam: os casos em Santa Catarina estão aumentando.

A doença é transmitida por mosquitos de várias espécies, inclusive o Aedes Aegypti  – o mesmo que  transmite a dengue, febre chikungunya e zika vírus em humanos – comuns no litoral. “Aqui Santa Catarina não existem dados oficiais recentes sobre o número de casos, mas é notório que os casos aumentaram nos últimos meses”, diz o veterinário João Gustavo de Souza, da Lovely Dog, de Florianópolis.

A preocupação não é à toa. No Sudeste do Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, estima-se que mais da metade dos cães esteja com o “verme do coração”, que causa esta doença fatal. E ela pode atingir seres humanos.

Costa aponta que a Dirofilariose é causada pelo verme “Dirofilaria Immitis”. Ele se desenvolve no coração, pulmão ou outros órgãos dos cães, gatos e outros mamíferos e pode atingir até 35 centímetros de comprimento. “Por habitar os vasos sanguíneos do pulmão e coração, a Dirofilaria causa uma grave doença nos pulmões e obstrução da passagem do sangue. Para compensar o problema, o coração terá que trabalhar mais e com mais força, levando ao enfraquecimento do músculo cardíaco, que irá se dilatar”, explica.

A transmissão da doença é semelhante à da dengue: a fêmea do mosquito, ao picar um animal infectado, transmite a doença quando pica outro. A transmissão também pode ocorrer durante transfusão sanguínea.

A doença normalmente afeta os cães, mas pode atingir mamíferos domésticos e silvestres e é também uma zoonose, ou seja, pode se desenvolver também em humanos.  O veterinário explica que os sintomas em animais e humanos são parecidos: tosses persistentes, dificuldade na respiração, cansaço e abdômen dilatado na fase mais adiantada da doença. No início da doença pode não haver nenhum sintoma ou somente tosses discretas, mas é pode evoluir rapidamente. E matar. “É importante fazer testes de rotina para saber se seu pet pode estar infectado”, completa

O tratamento com medicamentos é pouco eficaz quando a doença já está instalada. A prevenção vem em primeiro lugar: vermífugos específicos mensais ou uma espécie de “vacina” que protege o animal por um ano são as melhores opções. Coleiras inseticidas e repelentes também são recomendadas.

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